domingo, 14 de outubro de 2018
"No sé si el agua es cosa de la tierra que se hace nube
o cosa del cielo que se hace río. Pero intuyo, de pronto,
que hombre y agua tenemos destino de tierra y
vocación de cielo
y me descubro un alma limpia y recién nacida,
como esta lluvia mansa.
Como esta lluvia mansa
que cae al campo,
cuando me vuelvo nube
no llevo barro...
Suelo hacerme rocío
sobre los pastos;
ni el perfume me llevo
cuando levanto.
Suelo cambiar de nombre
según los años
-arroyo que la seca
transforma en charcos-.
A veces, ando mucho...
Y otras... me estanco.
-Mirada azul que el cielo
pierde en el llano-.
Soy, a veces, silencio;
y a veces canto.
- Modos de ser; el agua
y este paisano-.
Pero, eso sí:
sufrido de andar penando,
cuando me vuelvo nube
no llevo barro."
sábado, 13 de outubro de 2018
sexta-feira, 12 de outubro de 2018
Dois e Dois são Quatro
"Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena."
"Como dois e dois são quatro
Sei que a vida vale a pena
Embora o pão seja caro
E a liberdade pequena
Como teus olhos são claros
E a tua pele, morena
como é azul o oceano
E a lagoa, serena
Como um tempo de alegria
Por trás do terror me acena
E a noite carrega o dia
No seu colo de açucena
- sei que dois e dois são quatro
sei que a vida vale a pena
mesmo que o pão seja caro
e a liberdade pequena."
E então, que quereis?...
Maiakóvski
Maiakóvski
Fiz ranger as folhas de jornal
abrindo-lhes as pálpebras piscantes.
E logo
de cada fronteira distante
subiu um cheiro de pólvora
perseguindo-me até em casa.
Nestes últimos vinte anos
nada de novo há
no rugir das tempestades.Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
haveríamos de ficar tristes?
O mar da história
é agitado.
As ameaças
e as guerras
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas.
(1927)
quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Ainda no Velha Amizade (bão de rangar em frente a rodoviária de Curitiba). Instantes antes. Meados 2016.
Flora avisando que estava por vir.
Nós tomávamos a Tubaína - você a conhecia. Dali tragávamos as notícias a serem levadas. Uma pra cima e outra pra baixo. Vice versa. O dedo amigo marcava a fotografia das caras em transformação. E o sorriso cravava o comprometimento. O respeito.
- marcas do crescer - la plata, fev/18
Flora avisando que estava por vir.
Nós tomávamos a Tubaína - você a conhecia. Dali tragávamos as notícias a serem levadas. Uma pra cima e outra pra baixo. Vice versa. O dedo amigo marcava a fotografia das caras em transformação. E o sorriso cravava o comprometimento. O respeito.
- marcas do crescer - la plata, fev/18
Eu e Flô em sombra. O poste nos desenha na calçada. Na rua.
"vai pela sombra, firme,
o desejo desespero de voltar
antes mesmo de ir-me
antes de cometer o crime,
me transformar em outro
ou em outro transformar-me
quem sabe obra de arte,
talvez, sei lá, falso alarme,
grito caindo no poço,
neste pouco poço nada vejo nem ouço,
mais mais mais
cada vez menos
poder isso, sinto, é tudo que posso,
o tão pouco tudo que temos"
"vai pela sombra, firme,
o desejo desespero de voltar
antes mesmo de ir-me
antes de cometer o crime,
me transformar em outro
ou em outro transformar-me
quem sabe obra de arte,
talvez, sei lá, falso alarme,
grito caindo no poço,
neste pouco poço nada vejo nem ouço,
mais mais mais
cada vez menos
poder isso, sinto, é tudo que posso,
o tão pouco tudo que temos"
"meus amigos
dividem comigo
os piores venenos.
não perdoamos ninguém,
já que estamos condecorados desde o início.
resolvemos os problemas da humanidade,
menos o nosso.
começamos profissionais e tudo acaba em festa.
não falta quem diz :
“Essa gente não presta!! “
acontece que sempre, apressados,
comemos as sementes de benesses
e deixamos plantas daninhas
para a medicina legal.
sabe uma vontade de viver
que foge como uma lebre
e queima feito uma febre
e você sabe que vai morrer
mas não deve ?!
até que esse pânico dá sossego.
a noite chega e parece tão cedo."
- Espírito de época, por Augusto Silva -
dividem comigo
os piores venenos.
não perdoamos ninguém,
já que estamos condecorados desde o início.
resolvemos os problemas da humanidade,
menos o nosso.
começamos profissionais e tudo acaba em festa.
não falta quem diz :
“Essa gente não presta!! “
acontece que sempre, apressados,
comemos as sementes de benesses
e deixamos plantas daninhas
para a medicina legal.
sabe uma vontade de viver
que foge como uma lebre
e queima feito uma febre
e você sabe que vai morrer
mas não deve ?!
até que esse pânico dá sossego.
a noite chega e parece tão cedo."
- Espírito de época, por Augusto Silva -
"Cuando vayas a los campos
No te apartes del camino
Que puedes pisar el sueño
De los abuelos dormidos
Campesino, campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Unos, son tierra menuda
Otras, la raíz del trigo
Otros son piedras dispersas
En la orillita del río
Campesino, Campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Cuántas veces, cuántas veces,
Más allá del sembradío,
En la fragua de las tardes
Fueron a templar sus gritos
Campesino, Campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Sagrado misión del hombre:
Nieve, sol y sacrificio.
Morir sembrando la vida
Vivir, templando su grito
Campesino, Campesino,
¡Por ti canto, Campesino!
Cuando vayas a los campos
No te apartes del camino
Que puedes pisar el sueño
De los abuelos dormidos
¡Nunca muertos, sí dormidos!
¡Nunca muertos, si dormidos!
Campesino, Campesino."
Campesino por Atahualpa Yupanqui.
No te apartes del camino
Que puedes pisar el sueño
De los abuelos dormidos
Campesino, campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Unos, son tierra menuda
Otras, la raíz del trigo
Otros son piedras dispersas
En la orillita del río
Campesino, Campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Cuántas veces, cuántas veces,
Más allá del sembradío,
En la fragua de las tardes
Fueron a templar sus gritos
Campesino, Campesino
¡Por ti canto, Campesino!
Sagrado misión del hombre:
Nieve, sol y sacrificio.
Morir sembrando la vida
Vivir, templando su grito
Campesino, Campesino,
¡Por ti canto, Campesino!
Cuando vayas a los campos
No te apartes del camino
Que puedes pisar el sueño
De los abuelos dormidos
¡Nunca muertos, sí dormidos!
¡Nunca muertos, si dormidos!
Campesino, Campesino."
Campesino por Atahualpa Yupanqui.
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